sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015


Proposta (síntese):
- Plantar laranjeiras e limoeiros nos locais onde se encontram as raízes das palmeiras atacadas pela praga do escaravelho, de forma a trazer benefícios e maior dignidade ao local com a plantação destas espécies, salientando que os habitantes de uma urbe bem arborizada percebem e valorizam os benefícios ambientais, sociais, paisagísticos e patrimoniais proporcionados pelas árvores e espaços verdes.
- Acompanhar e monitorizar estas plantações pelas respectivas entidades (CMO), procedendo eventualmente a uma constituição de uma rede de recolha e distribuição dos frutos nas pessoas necessitadas.
É necessário alertar por via institucional a tutela ministerial para começar, desde já, a estudar as consequências a longo prazo do escaravelho em causa, uma vez que depois de devastadas por completo as palmeiras, outra espécie arbórea poderá ser atacada.

  1. Responsabilidade Social
Social – Suporte alimentar de produção primária de frutas, permitindo o aprovisionamento e a sua distribuição na área social carente, cabendo ao município a regulação da qualidade e preservação das árvores em questão.
Vantagens: esta vertente será o espelho de uma acção concreta de responsabilidade social exercida pela Câmara ou junta.

  1. Preservação Ambiental
Ecológica/Ambiental – Melhora substancialmente a qualidade do ar.
As alterações climáticas como a intensidade de radiação solar; a temperatura, a humidade relativa a precipitação e a circulação do ar, entre outros factores, são afectadas pelas condições de artificialidade, do meio urbano, aumentando a sensação de desconforto das pessoas. A arborização do espaço urbano, além da estratégia de amenização de aspectos ambientais adversos, é fundamental sob os aspectos ecológico, histórico, cultural, social, estético, paisagístico e alimentar.
Vantagens: permite uma contribuição para a sustentabilidade.

  1. Fruição Histórica/Cultural

Histórica – A plantação de pomares de citrinos em Oeiras existe desde o tempo do Marquês de Pombal, conforme é descrito no arquivo histórico da Vila. O Palácio e Quinta de Recreio dos Marqueses de Pombal, incluindo os sistemas hidráulicos exteriores à propriedade, bem como os 200 hectares da Quinta de Cima, tiveram uma importância fulcral para a Vila de Oeiras.

A sua arquitectura residencial e agrícola, caracterizada por uma estilística barroca e modernista, constituída por um núcleo edificado e terreno murado formado por campos agrícolas, horta, mata e jardim. Estas características modernistas traduzem-se numa procura ecológica da paisagem através da utilização da vegetação endémica e criação de um ambiente aparentemente espontâneo, naturalista.

Estes princípios estão, no entanto, sujeitos aos conceitos de forma e proporção bem como à ideia de harmonia e continuidade. Sendo a horta ajardinada, de planta rectangular, constituída por doze canteiros com laranjeiras e alfazema, envolvendo tanque central com canteiros nele inseridos e com a Fonte das Quatro Estações no centro. A sua produção insidia no olival, vinha, campos de trigo, milho, pomar de citrinos laranjeira (Citrus sinensis) e amoreiras.

Vantagens: tornar visível à população a importância na plantação destas árvores contribuindo para aumentar as visitas ao Palácio do Marquês e Quinta de Cima, aliando o factor turístico através da História do concelho.

 

Figura 1 Oeiras Palácio do Marquês e Quinta de Cima, área marcada a vermelho.






A nossa proposta vai no sentido de replantar, outra espécie arbórea, laranjeira ou limoeiro, por vários motivos.


Porquê? Laranjeira e ou limoeiro:





 


São três as razões que vão contribuir para relançar e dinamizar a cultura pombalina, promovendo, ao mesmo tempo, a preservação arbórea, a produção frutícola e sua distribuição junto dos mais necessitados, permitindo a recreação histórica, cultural; ambiental e social.


No entanto, torna-se necessário existir uma componente pedagógica e formativa junto da população, a demostrar as razões de tal iniciativa.














POMARES DO MARQUÊS DE POMBAL NAS RUAS DE OEIRAS






Proposta:

Substituição das raízes das palmeiras afectadas pela praga do escaravelho, por transplantação ou plantação de laranjeiras ou limoeiros, nos espaços públicos de forma a reforçar, em simultâneo as vertentes histórica, ecológica e social






Enquadramento:
Conforme é do conhecimento da Câmara da Municipal de Oeiras, temos vindo a constatar que milhares de palmeiras têm sido atacadas em todos os locais no Concelho, por uma doença causada pelo “escaravelho das palmeiras” (Rhynchophorus ferrugineus).  

Apesar das medidas de emergência contra a introdução e propagação desta praga na Comunidade Europeia e a nível local, dos esforços da CMO-DEV em apoiar tecnicamente os tratamentos, os resultados têm sido infrutíferos, com graves consequências em palmeiras do género Phoenix (Palmeira das Canárias e Tamareira), provocando, inclusivamente, a sua devastação a nível europeu.
As palmeiras não têm resistido, procedendo as entidades à sua remoção, mas a base e raiz têm ficado abandonadas no local.